Livre, finalmente livre. Ou então em um estado ilusório
e vívido de liberdade. Eu assinei um pacto com o demônio para ter um pouco de paz,
e ele me prometeu deixar a sua lembrança ardendo no fundo do caldeirão de satã.
Eu nem ligo. E foda-se a sociedade e se eu sou louca e se eu tomo remédios demais.
Na boa, eu estou completamente livre de tudo isso. Me sinto maior. Melhor. Capaz
de alcançar além do horizonte e retornar com as mãos cheias de ouro. Nada para me
deter. Ninguém preso em meu coração, nada para me preocupar. Só a lembrança de uma
garotinha triste, sentada num banco da praça.
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