quinta-feira, 5 de julho de 2012

Eu e o tempo

Hoje está tudo muito bem. Eu passei o dia na cama, lendo, jogando, assistindo TV. Tentei dormir, mas espíritos inquietos não dormem durante a tarde. Fiquei jogada sobre a cama, e estava tudo tão calmo. Fez um tempo estranho, muito vento, friagem, não parecia a minha cidade quente. Foi tudo ao contrário hoje. Eu, o tempo.
Acho que isso é um avanço. É engraçado pensar que no meio de tanta balbúrdia possa haver calmaria. E tempos estranhos, com ventos raivosos e destemidos. O meu humor não faz o mínimo de sentido. E acho que nada nessa vida faz algum sentido. A minha tristeza saiu de mim essa noite, depois dos remédios, escapou do meu peito, subiu, tão alto, até contaminar o céu. Por isso tanta chuva, o vento descontrolado. E eu na cama, lendo, abraçada a uma paz refulgente. Deus disse que eu poderia descansar de mim, por algum tempo. Devo aceitar as minhas condições de vida e tentar viver o melhor possível.
Nada é tão difícil quanto isso. Mas eu preciso transformar a paz num estado de espírito costumeiro. Como? Se as vezes me vem a loucura de correr atrás do meu cachorro até não ter mais fôlego? Não sei. Deve haver um jeito de driblar a tristeza que abate minha alma frágil. Um jeito de coexistir comigo, com minhas instabilidades. Deve haver um jeito de viver dentro do meu universo.
Agora eu só quero aproveitar a minha paz. Antes que meu dia estranho termine.



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