quinta-feira, 26 de julho de 2012

Meu ataques de raiva


Me escorrem lágrimas salgadas pelo rosto. Nós lutamos até o ultimo segundo, até não termos mais fôlego. Passaram um óleo perfumado em nossas testas, num gesto que significava derrota. Depois riram na nossa cara, por que os chutes e os socos foram todos em vão.
Agora estamos jogados num canto da calçada, sem serventia e cansados de não ter uma resposta convincente para explicar o motivo de estarmos na sarjeta. Você chutou meu coração ladeira a baixo e pergunta o que há de errado comigo. Porra, eu quase me dopei de remédios, eu poderia ter morrido. Que diabos, minha mãe presta atenção demais em mim. Ela põe a culpa no computador, no meu pai, mas não entende que o culpado é um filho da puta que quer me matar.
E eu choro. Como uma criança, porque deixei você escapar, porque perdi a batalha. Eu choro porque há uma coisa muito errada com a forma com que encaro as coisas. Eu choro porque não há cura nem conserto.
Deixe-me.
Eu só queria me dopar pra esquecer o quanto dói.

Nenhum comentário:

Postar um comentário