segunda-feira, 2 de julho de 2012

Odeio


Eu odeio o jeito com que você fala comigo. E a maneira como se expressa depois de me ouvir dizer algo. Porque você não acredita e nem se importa se as suas palavras vão me fazer morrer. Seu porco. Eu odeio você. Me sinto tão exausta de correr nessa saleta, eu sou enorme mas o espaço é pequeno demais para as minhas tristezas. A culpa é sua por eu ter cortado o pulso. Você me disse que não limparia a sujeira, e saiu dando de ombros. Pobre garota mimada. Não entende que a vida é muito mais do que um encontro... se ele soubesse que eu não durmo e que eu anseio pelo sopro da vida. Ele choraria por mim. E pediria perdão. E me soltaria desse laço apertado. Eu estaria livre do casulo e saberia voar. Mas os velhos canastrões querem sangue novo. E cordeiros ingênuos. E lágrimas depois dos gritos de ordem e obediência. Eles querem meu sangue. Minha carne rasgada em muitos pequenos pedaços.



Nenhum comentário:

Postar um comentário